Também nesta terça-feira, o Conselho Regional de Enfermagem disse que vai apurar o caso. A organização disse que o episódio será julgado, e a profissional envolvida poderá sofrer as penalidades previstas no Código de Ética. A apuração, informou o conselho, é sigilosa.
Bebê não parava de chorar, relata avó
O pai do menino, Rodrigo Correia, disse que registrou o caso nesta segunda-feira (20) no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
A Polícia Civil informou que apura o fato, mas, a princípio, será lavrado um Termo Circunstanciado, pois, por ter sido lesão corporal, não cabe inquérito policial. Testemunhas foram ouvidas.
De acordo com a avó paterna, Scheila Vanessa, após fazer o exame, a criança com dois dias de vida não parava de chorar.
O neto recebeu alta, mas continuou chorando ao chegar em casa. A avó descobriu que o pé direito do bebê estava com queimado e com bolhas.
“Dói na alma, não era para a gente estar passando por isso. Era um momento feliz. É um verdadeiro pesadelo", disse a avó.
Depois que perceberam o ferimento, a família voltou ao hospital, onde a criança foi examinada e, no dia seguinte, encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
O pai contou que, embora estivessem no quarto na hora do teste, ele e a mãe não viram como a enfermeira fez o procedimento. O pai afirma, no entanto, que ela chegou ao quarto carregando um copo com água quente.
“Quero saber como que acabou acontecendo isso, como que ela fez o procedimento exatamente e por que ela levou aquele copo de água, e porque estava tão quente assim”, afirmou o pai.
INFORMAÇÕES: G1.GLOBO.COM